O maior desafio para uma atriz /ator é o palco. Ao contrário do cinema, das novelas e séries, no Teatro não se pode repetir. Esqueceu o diálogo, errou a marcação, o estrago está feito. Em compensação, o sucesso teatral é a celebração do talento. E o clímax desse reconhecimento são os aplausos do público.
DEBORAH SECCO – Na terceira e última apresentação de “Mais uma vez Amor” (foto), domingo (5), no Teatro Alberto Maranhão, com casa cheia, a dupla protagonista da peça, Deborah Secco & Eron Cordeiro, foram aplaudidos de pé. Simpática, Deborah agradeceu os aplausos natalenses.
ERON CORDEIRO – Ele não é celebridade global, mas, se não chegar lá, devera ficar (mais) conhecido no cinema: está com três filmes inéditos, que serão exibidos em 2011. Feita sob a ótica feminina, a peça permite a Deborah Secco valorizar ao máximo a personagem (Lia), mas Eron Cordeiro (Rodrigo) cumpre com competência a sua parte. A peça é interessante (relação entre casais não casados), mas, sem uma dupla afinada nos planos ficcionais e artísticos, o enfoque humorístico desabaria, arrastando a história para o fundo do poço da monotonia.
EXCURSÃO – “Mais uma vez Amor” excursionara pelo Brasil até o final do ano (novembro) e a próxima cidade será em Garulhos (SP). A apresentação natalense foi promovida pelo ator e produtor teatral (potiguar) Jorge Elali.
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Sobre o genial autor de Édipo Rei, o critico Otto Maria Carpeaux escreveu: “Em Sófocles (foto) (469? – 406. a.C), tudo é harmonia, sem que fosse esquecido uma só vez o fundo escuro da nossa existência. Sófocles é humanista. Mas não é um humanismo satisfeito e suficiente, porque o humanismo grego nunca esquece da precaridade do mundo, pela possível irá dos deuses, nem da tristeza deste mundo que nos impõe o significado piedoso no fim da tragédia”.
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Sófocles é um perspicaz conhecedor da natureza humana. Não é por acaso que foi na peça Édipo Rei que Freud encontrou o caminho que o levou a descoberta do Complexo de Édipo. Veja essa observação de Édipo:
“Se alguém o próprio ato não assusta, não são palavras que vão assustar”.
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Como era o rosto de Jesus Cristo? Ninguém sabe. Por isso mesmo, o Jesus retratado pelos pintores têm mil faces. É uma idealização artística descompromissada com a realidade humana. Na pintura a sacra a imagem de Jesus é divinizada e no caso deste quadro (foto), de autoria não identificada, o coração, cercado pela coroa de espinhos, aparece fora do corpo. É um recurso da pintura surrealista que a despeito do irrealismo é aceito com naturalidade pela subjetividade da Fé. Este quadro costumava ser visto pendurado na parede da sala de visitas dos católicos de classe média brasileira. Hoje, é mais frequente vê-lo nos lares mais humildes, principalmente no interior dos estados nordestinos.
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HEROÍNA – A filha do célebre cantor americano Nat King Cole, Natalie Cole, que também é cantora, submeteu-se a um transplante renal. Ela contraiu hepatite, tipo C, através das seringas que utilizava para injetar heroina.
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TEATRO – Encenação, em Porto Alegre, da peça francesa do escritor Jean-Paul Sartre, no Teatro de Arena, dirigida por Wagner Melo.
RALÉ – Rio de Janeiro (setembro) – Teatro Novo. Peça russa de Máximo Gorki. Direção de Gianni Ratto (foto). Elenco formado por amadores do Estado da Guanabara.
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MÚSICA CLÁSSICA – Rio de Janeiro (setembro). Sala Cecília Meireles. Apresentação do pianista brasileiro de música clássica João Carlos Martins (foto), radicado nos EUA, onde já vendeu mais de um milhão de cópias, encerrará o ciclo “Cravo Bem Temperado Tocando Bach”.
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DISCOS – Em 1968 as gravadoras lançavam o chamado compacto simples, que era um long-playing em tamanho pequeno. Na lista dos compactos mais vendidos em São Paulo e no Rio de Janeiro, em setembro de 1968, aparecem três títulos: Te Amo, Te Amo, Te Amo,(BS), Roberto Carlos (foto); A Última Canção (Caravelle), Paulo Sérgio; Sá Marina (Odeon), Wilson Simonal.
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Curitiba (setembro) – A Morte do Caixeiro Viajante. Peça americana de Arthur Miller (foto). Direção de Telmo Faria. Interpretada pelos alunos do Colégio Estadual do Paraná. Porto Alegre (setembro) - Entre Quatro Paredes. Teatro de Arena. Peça francesa do escritor Jean-Paul Sartre. Direção de Wagner Melo. Rio de Janeiro (setembro) – Os fuzis da Senhora Carrar. Teatro Miguel Lemos. Peça de Bertolt Brechet. Direção de Flávio Império.
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Porto Alegre (setembro). Espetáculo do grupo itinerante “Die Deutschen Kammerspiele”, no Teatro São Pedro, com a seguinte programação: A Opera dos Três Vinténs, de Bertolt Brechet (foto); O Noivo, de Sandy Wilson; O Grande Teatro do Mundo, de Hofmannsthal; Os Cúmplices, de Goethe; A Raiva de F. Hotz, de Max Frisch; A Viagem de Pedrinho a Lua, de Gerdt Von Bassewitz. O Espetáculo, em excursão pela América Latina, já fora visto no Rio de Janeiro e São Paulo.
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São Paulo (novembro). O famoso conto do escritor russo Dostoievski, “Noites Brancas”, filmado na Itália por Luchino Visconti, com Marcello Mastroianni e Maria Schell, foi transformado em peça teatral por Edgar Gurgel Aranha. Dirigida por Osmar Rodrigues Cruz (foto), teve nos papéis centrais Deborah Duarte e Odavlás Petti.
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