Resultado da Busca

Atores – Seleção dos Favoritos

1 de Setembro de 2010


O cinema inglês se caracterizou pelo altíssimo nível de interpretação dos seus artistas. A critica ressalta com frequência a genialidade dos diretores, mas raramente coloca em pé de igualdade os atores que contribuíram para o êxito artístico dos filmes dos grandes cineastas.
É o caso, entre outros, de Laurence Olivier (foto), Alec Guinness, Charles Laughton, Peter Sellers. Quase todos que chegam à tela no cinema inglês adquiriram experiência e técnica na sólida formação teatral inglesa. Não apenas os famosos, os lendários como Olivier e John Gielgud, mas os coadjuvantes, também.
Com o intercâmbio que existe, (ontem, mais do que hoje), entre os atores das cinematografias americana e inglesa, é impossível dissociar alguns desses atores do cinema americano – é mais justo, portanto, colocá-los nas duas seleções. (Valério Andrade).

A Seleção Inglesa
Em ordem alfabética do primeiro nome:

* Albert Finney
* Alec Guinness (foto)

* Anthony Hopkins
* Anton Walbrock
* C. Aubrey Smith
* Charles Laughton (foto)

* Christopher Lee
* David Niven
* Dennis Price
* Dirk Bogarde
* Hugh Griffith
* Jack Hawkins
* James Mason
* John Gielgud
* John Mills
* John Williams
* Laurence Olivier
* Leo Genn
* Leslie Howard
* Michael Redgrave
* Peter Cushing
* Peter O’Toole
* Peter Sellers
* Peter Ustinov
* Ralph Richardson (foto)

* Rex Harrison
* Richard Burton

* Robert Donat

* Robert Morley
* Robert Newton
* Roger Moore
* Sean Connery
* Stewart Granger
* Trevor Howard
* Wilfrid Hyde-White

Tags:


Enquete / Meus filmes inesquecíveis - Tony Rocha

30 de Agosto de 2010


Tony Rocha (foto) é um colecionador conhecido dos outros (e são muitos) cinemaniacos natalenses. Na época das cópias em VHS, todos nós recorríamos a eficiência técnica de Tony para salvar nossas fitas mofadas. Ele é o maior colecionador de seriados, faroestes C e B e filmes de Tarzan. Quem quiser adquirir essas preciosidades pode entrar em contato com Tony pelo fone: (84) 3231-5256 / (84) 9415-2704
Por perpetuar entre nós a memória de velhos filmes artisticamente secundários, mas que provocaram as nossas primeiras emoções cinematografica da infância, Tony Rocha foi homenageado pelo Grupo de Amigos do Festival de Cinema de Natal nas reuniões mensais realizadas no antigo restaurante Chapéu de Palha. (Valério Andrade).

O CINEMA EM MINHA VIDA

Nasci em Natal, em 4 de maio de 1945, no bairro do Alecrim, onde estavam situados os cines São Luiz e São Pedro.
Quando tinha dez anos de idade (em 1955), meu pai me levou ao São Pedro para assistir o filme “A Paixão de Cristo”. Era a primeira vez que eu entrei num cinema. Foi ali que nasceu a minha paixão pelo cinema – paixão iniciada com os faroestes e os seriados.
Assisti naquela época - ou posteriormente - todos os filmes de Tarzan, com os seguintes atores: doze com Johnny Weissmuller (foto);  cinco com Lex Barker; seis com Gordon Scott. Também assisti a vários filmes da série Jim das Selvas, feitos por Weissmuller depois que deixou de ser Tarzan.
Tambem vi faroestes de Rock Lane, Tim Holt, Rex Allen, Bill Elliott, Monte Hale, Durango Kid, Hopalong Cassidy, os de Lone Ranger – O Zorro (foto).
Esses filmes e seus atores deram origem a minha relação com a Sétima Arte e continuam fazendo parte até o presente do meu imaginário cinematográfico (Tony Rocha).

OS SERIADOS:
•    O Perigo de Nyoka
•    A Legião do Zorro
•    O Chicote do Zorro
•    As Aventuras do Capitão Marvel
•    A Deusa de Joba
•    O Fantasma
•    A Volta do Zorro
•    A Mulher Tigre

FAROESTES FAMOSOS
•    Meu Ódio Será Sua Herança, com William Holden,
•    O Ouro de Mackenna, com Gregory Peck
•    A Última Carroça, com Richard Widmark
•    Ao Despertar da Paixão, com Glenn Ford
•    Tambores Distantes, com Gary Cooper (foto)
•    Os Profissionais, com Burt Lancaster
•    A Fera do Forte Bravo, com William Holden
•    Sete Homens e um Destino, com Yul Brynner
•    Da Terra Nascem os Homens, com Charlton Heston

OS EPICOS
•    Os Dez Mandamentos
Ben-Hur (foto)
•    Sansão e Dalila
•    Rômulo e Remo
•    El Cid
•    E o Vento Levou
•    Drº Jivago
•    Romeu e Julieta.

(Publicado em “Refletores da Fama” na Tribuna do Norte, em 28.08.2010).

Tags:


FestNatal 2010 / Os vencedores de Curta Nordestino

27 de Agosto de 2010


Os três primeiros colocados da VI Mostra do Curta Nordestino, segundo a escolha do Júri Oficial, foram: 1º lugar: Covinhas – Uma História de Fé (RN) (foto) , dirigido por Catarina Doolan & Julio Castro; 2º lugar: Dona Militana – A Romanceira dos Oiteiros (SP), direção de Hermes Leal; 3º lugar, Babauparatodos (CE), direção de Carlos Normando.
O júri conferiu duas Menções Honrosas: Eneide Alves, protagonista de Primeira Noite em Sri-Lanka (RN) e a fotografia de Feliciana e os Cabaços do Sertão (RN), direção de J.Junior.
O Prêmio do Júri Popular foi conferido a Primeira Noite em Sri-Lanka, dirigido por Daniel Rizzi.

Tags:


Enquete / Westerns Favoritos

27 de Agosto de 2010


O VENCEDOR – Dos 25 títulos de westerns consagrado pelo público e a critica postado neste blog, o primeiro lugar ficou com “A Última Carroça” (foto) (The Last Wagon – 1956), dirigido por Delmer Daves, produção de William B. Hawks, com Richard Widmark, Felicia Farr, Susan Kohner, Nick Adams, Carl Benton Reid. Obteve 32% do total dos votos.
OS MAIS VOTADOS Os Brutos Também Amam” (foto) (Shane), direção de George Stevens, com Alan Ladd, Jean Arthur, Van Heflin, Brando de Wilde, Jack Palance, 2º lugar, com 11%.
O Homem Que Matou o Facínora (foto), direção de John Ford, com James Stewart, John Wayne, Vera Miles, Lee Marvin, Edmond O´Brien. 3º lugar, com 9%.
Paixão dos Fortes, direção, de John Ford, com Henry Fonda, Linda Darnell, Victor Mature, Walter Brennan. 4º lugar, com 7%.
Rastros de Ódio, direção de John Ford, com John Wayne, Vera Miles, Jeffrey Hunter, Ward Bond, Harry Carey Jr. 5º lugar, com 6%.
No Tempo das Diligências (foto), direção de John Ford, com John Wayne, Claire Trevor, Thomas Mitchell, John Carradine. 6º lugar, com 5%.
Empatados no 7º lugar, com 3% dos pontos: Matar ou Morrer, direção de Fred Zinnemann, com Gary Cooper, Grace Kelly, Thomas Mitchell, Katy Jurado; Duelo ao Sol, direção de King Vidor, com Gregory Peck, Jennifer Jones, Joseph Cotten, Lionel Barrymore; Onde Começa o Inferno (Rio Bravo), direção de Howard Hawks, com John Wayne, Dean Martin, Angie Dickinson, Walter Brenna. Da Terra Nascem os Homens, direção de William Wyler, com Gregory Peck, Charlton Heston, Jean Simmons, Carroll Baker, Burl Ives.
Empatados no 8º lugar, com 2% do total dos votos: O Matador, direção de Henry King, com Gregory Peck, Helen Westott, Millard Mitchell, O Estigma da Crueldade, direção de Henry King, com Gregory Peck, Joan Collins, Stephen Boyd, Albert Salmi. Sangue de Heróis (Fort Apache), direção de John Ford, John Wayne, Henry Fonda, Shirley Temple, Pedro Armendariz, Ward Bond.

Tags:


Enquete / Meus Filmes Inesquecíveis

26 de Agosto de 2010


Naquele tempo, antes da invasão da televisão na nação potiguar, todo mundo ia ao cinema, não apenas em Natal, mas também em Mossoró, Macaíba e outras cidades do RN. Depois da última sessão do Rio Grande, Rex, São Luiz, São Pedro, Nordeste, o público que lotava aqueles templos de diversão e arte, deslocou-se para as exibições caseiras do videocassete.
O objetivo desta enquete sobre os filmes inesquecíveis em vez dos melhores, embora costume haver uma convergência entre ambos, também é perpetuação o que o cinema representou na nossa infância, adolescência, dos tempos idos e vividos naquelas salas de exibição que o vento do progresso levou.
Nosso colega de redação, autor da coluna Apito Final, Everaldo Lopes (foto), o craque da crônica esportiva natalense, nem sempre viveu nas arquibancadas dos campos de futebol. Aqui, na poltrona de expectador, faz uma curiosa e, para mim, inédita revelação sobre o significado humorístico dos nomes dos cines Rex e Pax – este em Mossoró. (Valério Andrade).

Gols Cinematográficos

Minha iniciação como frequentador de cinemas teve muito a ver com o detalhe de morar relativamente perto de dois dos mais populares de Natal: o cine Rio Grande, que ficava na Avenida Deodoro, ao lado da antiga praça Pio X (hoje, toda tomada pela Catedral nova, e  exatamente a cinco quarteirões da minha casa, situada na esquina da rua Seridó com a av. Deodoro. Era uma reta só. Por uma feliz coincidência, uma tia avó – morava na rua cel. Cascudo, começando na rua Princesa Isabel indo até à Deodoro. Eu ia ao Rio Grande e, se fosse sessão noturna, após a projeção ia dormir na casa dela. Depois de desativado há vários anos, o prédio do Rio Grande deu lugar a um templo religioso de evangélicos.
O outro cinema de minha preferência na infância foi o “Rex”, no coração do Grande Ponto. Mais central, impossível. Na juventude, a turma dizia que as letras REX correspondiam – em sentido contrário, a Xixico Enéas Reis. Xixico era o gerente do cinema, mas Enéas Reis era um cidadão que foi presidente do ABC. Até hoje não entendi. Para completar, em Mossoró  inauguraram o cinema PAX, e aí espalharam que significava Para Abafar Xixico (PAX) O tal Xixico, gerente do Rex.
Fora esses dois cinemas não me lembro de ter frequentado outros, a não ser esporadicamente. Lembro que, quando o Rex exibiu um filme considerado “imoral” (impróprio até 18 anos, pois havia nu) foi um blefe. Na verdade, era uma película científica, com o nu sendo alguns partos. Foi uma frustração geral do público masculino.
Outro motivo que me levava ir sempre ao Rex eram os antigos jornais da tela, tipo Canal 100, Atualidades da Atlântida, Cine Movietone, etc às vezes com muitas cenas de futebol. O filme sobre a Copa de 58 foi um sucesso de bilheteria no Rex com filas enormes. Naquele tempo não havia ainda televisão. Os narradores, se não me engano, eram Ramos Calhela e Luiz Jatobá. (Everaldo Lopes)

A SELEÇÃO

Sonhos eróticos de uma noite de verão (Woody Allen /1982)

Rosa púrpura do Cairo – (Woody Allen  / 1985)

O Desprezo – (Brigitte Bardot  / 1963)

Por quem os sinos dobram (Gary Cooper e Ingrid Bergman / 1943)

O tesouro de Sierra Madre (Humphrey Bogart / 1948)

Sindicato de Ladrões (Marlon Brando / 1954)

O Poderoso Chefão (Marlon Brando /  1972)

Vera Cruz (Charles Bronson / 1982)

Meu tio (Jacques Tati / 1958)

Sete homens e um destino (Yul Brynner / 1960) (Publicado na Tribuna do Norte, coluna Refletores da Fama  em 21.08.2010).

Tags:


Revisão Critica / LUZES DA CIDADE - Bené Chaves

25 de Agosto de 2010


Ao contrario de ‘Tempos Modernos’(1936), que focaliza problemas sociais e o esmagamento do ser humano pela máquina, ‘Luzes da Cidade’/1931, (Foto)  tem, como temática, o lado sentimental da vida, suas vicissitudes e agruras. O tipo vagabundo de Carlitos com seus (tre) jeitos e gags admiráveis, está como nunca retratado neste filme da obra do genial Charlie Chaplin. Ninguém conseguiu se igualar no que o personagem tem de mais sublime, de um pouco crítico também, satirizando situações que o tornaram um artista exemplar. E o que é mais importante: sua maneira simples e engraçada de contar ou denunciar ou revelar.
Chaplin cria e recria, faz irreverências, ajuda o próximo, se apaixona, luta e enaltece o lado humano da vida. O amor que ele (Carlitos) sente pela florista cega é um amor de nômade, meigo, singelo, pobre, mas uma paixão verdadeira. E o filme mostra a história desse maltrapilho que se encanta pela bela moça. É a vida exibida de uma forma lírica, exaltada pela necessidade de uma existência melhor, o ponto de vista (afetuoso) dos acontecimentos.
O diretor de ‘Em Busca do Ouro’(1925) sempre teve consciência disso, de um valor intrínseco e também extrínseco. E, portanto, a fita, em questão, apesar de realizada há quase 80 anos atrás, continua atualizada. Então, sua maior virtude: o personagem é eterno e ainda vive em torno de todos nós. De vez em quando é necessário rever os filmes de Charlie Chaplin.
‘Luzes da Cidade’ tem o grande mérito dos opostos: fazer rir e também emocionar. Não causar emoção de uma maneira piegas, sentimentalóide, mas no sentido da própria vida, que tem suas tristezas e alegrias. Tristeza do vagabundo em ver sua amada cega e alegria em revê-la totalmente recuperada. É a chamada mesclagem de lados antagônicos.
Talvez os mais radicais achem o filme de sentimentos exagerados. Acho que não o é. Quem não gostaria de ter uma paixão terna, ingênua? Afinal, a vida também se resume neste infindável relacionamento entre o homem e a mulher. E o reencontro final(e afinal) de Carlitos com a florista recuperada da visão e a imagem ambígua de um rosto em close, tornaram-se duas das passagens mais belas que vi na cinematografia mundial. É o que ‘Luzes da Cidade’ deixa transparecer, sem, contudo, obviamente, cair no lugar comum, pois Chaplin diverte e comove ao mesmo tempo. Com maestria.
O autor de ‘O Grande Ditador’(1940) mostra uma mistura de acontecimentos, joga com ironia para escarnecer inaugurações, detratar afortunados (e o ricaço em questão somente reconhece o errante quando está bêbado, bonachão, fora de si, numa atitude dúbia da personalidade dos poderosos), enfim, provocar inquietações várias. É o Chaplin indivíduo, homem simples, na forma do Carlitos vagabundo, sujeito pobre. Talvez o personagem superando o criador (mesmo sendo ele próprio), nas suas pantomimas e manifestações do cotidiano.
E em vista disso tudo ‘Luzes da Cidade’ é uma obra-prima, de um lirismo que pode beirar ou ir além das raias da normalidade, mas é, acima de tudo, um belo e impressionável exemplo do amor fraterno, solidário.

Tags:


VI MOSTRA DO CURTA NORDESTINO

25 de Agosto de 2010


Programação de hoje, 25 de agosto, no auditório do Sebrae (Natal), sessão única, às 18 horas, entrada franca.
Foram selecionados os seguintes curtas

1.     “Primeira Noite em Sri-Lanka – Direção de Daniel Rizzi
20 minutos

2.    Feliciana e os Cabaços do Sertão – Direção de J. Júnior
30 minutos

3.    Dona Militana – A Romanceira dos Oiteiros – Direção de Hermes Leal.
19 minutos.

Total da sessão: 69 minutos.
A PROMOÇÃO o  Curta Nordestino, segunda etapa da programação da 20ª edição do FestNatal 2010, tem o apoio cultural do Sebrae (Natal) e do Banco do Nordeste. Os três primeiros colocados, segunda a escolha do Júri Oficial, receberão a seguinte premiação em dinheiro: 1º lugar: 3.000,00, 2º lugar: 2.000,00 e 3º lugar: 1.000,00.

Tags:


VI MOSTRA DO CURTA NORDESTINO

24 de Agosto de 2010


Terá início hoje, terça-feira, 24 de agosto, a VI Mostra Curta Nordestino, no auditório do Sebrae (Natal), sessão única, às 18 horas, entrada franca.

Foram selecionados os seguintes curtas: “E Eu Com Isso?”, direção de Carlos Tourinho; “Primeira Noite em Sri-Lanka”, direção de Daniel Rizzi; “Covinhas – Uma História de Fé”, direção de Catarina Doolan & Júlio Castro; “Dona Militana – A Romanceira dos Oiteiros”, direção de Hermes Leal; “Feliciana e os Cabaços do Sertão”, direção de J. Júnior; “Babaupatodos”, direção de Carlos Normando.
A Mostra do Curta Nordestino, segunda etapa da programação da 20ª edição do FestNatal 2010, tem o apoio cultural do Sebrae (Natal) e do Banco do Nordeste.
OS JURADOS - O Júri Oficial será formado por Iaperi Araújo (foto) (Presidente), médico, escritor, artista plástico, membro da Academia Norte-Riograndense de Letras; Anchieta Fernandes, pesquisador cinematográfico; Rejane Cardoso, jornalista, ex-presidente da Fundação Capitania das Artes; Lorena Rooselvet, representante do Sebrae.

PROGRAMAÇÃO DE HOJE

1.    E Eu Com Isso? -     Direção de Carlos Tourinho
20 minutos.

2.    Babauparatodos – Direção de Carlos Normando.
20 minutos.

3.    Covinhas – Uma História de Fé – Direção de Catarina Doolan & Júlio Castro
15 minutos.

Tags:


VÍDEO / RETROSPECTIVA / 2010 – julho-agosto. BENÉ CHAVES

24 de Agosto de 2010


Eis uma pequena amostragem de alguns bons filmes vistos e revistos e outros nem tanto:
Assisti a ‘Sangue negro’(foto), de Paul Thomas Anderson, realizado em 2007. Conta a história de caçadores de petróleo no início do século XX na Califórnia. É uma espécie de épico onde se vê de tudo: corrupção, cobiça, fraude e maldição. E com uma performance perfeita do Daniel Day-Lewis. Uma saga realmente de loucura e tragicidade.
Depois, para amainar um pouco, revi ‘…E Deus criou a mulher’(foto), fita que Roger Vadim dirigiu nos anos 50 com a então linda Brigitte Bardot e que tinha visto no cine Nordeste em um longínquo novembro de 1960. Não gosto do filme e apenas quis rever a musa do cineasta de carreira irregular. Dele, simpatizo com ‘Rosas de sangue’, de 1960 e que vi por aqui no cine Rio Grande no dia 3 de agosto de 1964.
Assisti, em seguida, ‘O Azar’(1987), do polonês Krzysztof Kieslowski, de quem conheço, entre outros, o admirável ‘A dupla vida de Veronique’, de 1991. Esse filme saiu em DVD com outro título: ‘Acaso’. Relata a trajetória de um jovem com três diferentes desfechos para a sua história, terminando de um modo casual e trágico. É um bom filme, embora aquém de outros sucessos do cineasta.
Revi um Louis Malle pra lá de ousado em ‘O sopro no coração’(foto), de 1970. O filme relata fatos e episódios da adolescência em uma cidadezinha francesa no ano de 1954. E aqui com um tema delicado: o incesto entre mãe e filho. O cineasta se destaca pela coragem e já deu sinais disso no ‘Os amantes’, que realizou em 1958  e que vi pela primeira vez  no dia 20 de abril de 1963 no cine Nordeste, de saudosa memória. A fita de Malle conta ainda com a presença da (então) bonita atriz italiana Lea Massari e seus dotes físicos.
Tive depois meu contato inicial com ‘Alice/A última fuga’, um belo thriller psicológico que o Claude Chabrol realizou em 1977. Narra a história de uma mulher que foge do marido e passa a noite em uma casa de sombrias aparências. Então o seu pesadelo começa e o filme entra em um mundo fantasioso. Pode-se dizer que é um suspense na linha do Hitchcock. E com uma ótima direção do cineasta francês.
Em ‘O espírito da colméia’, realização de 1973 do espanhol Victor Erice, vemos uma fábula alegórica que mostra a história de duas crianças e suas fantasias. É um filme original que mistura ainda o lado político em sua narrativa. Bela a cena da menina Ana(Ana Torrent, de rosto terno e eterno) numa espécie de celeiro ajudando um soldado ferido. Pode ser que a fita seja também uma parábola sobre a guerra da Espanha e o franquismo.
Depois assisti ao ‘Ervas daninhas’, filme que Alain Resnais realizou em 2009 já com 87 anos. Apesar da idade avançada, o excelente cineasta de ‘Hiroshima meu amor’(1959) nos dá ainda uma lição de cinema. E com uma ágil câmera ele exercita novas formas de linguagem. Partindo de um lance casual - o roubo de uma carteira de cédulas -, ele não se preocupa muito com o roteiro adaptado e vai em busca de recursos estilísticos e inovadores. Vale a pena ver esta nova investida do veterano diretor.
Revi novamente outro filme do Malle: ‘Viva Maria!’(1965), que o mesmo fez com a dupla Bardot & Moreau. É uma divertida e irreverente comédia/aventura que tinha assistido no longínquo ano de 1969 e que ainda mantém o seu razoável nível inicial. Bom rever as duas ‘mocinhas’ no meio de  pistoleiros, balas e explosivos. Enfim, uma obra menor do cineasta e valendo mais pela presença das (então) fascinantes atrizes francesas.
Assisti a ‘Vermelhos e Brancos’, fita realizada em 1967 pelo húngaro Miklós Jancsó. Em plena revolução russa dois conflitos surgem: uma batalha interna entre o exército branco e o vermelho. E vemos, então, a crueldade das cenas e belas imagens(em preto-e-branco) na exata condição da frieza de uma guerra. É forte e contundente ao mostrar a banalidade de uma luta armada e sem sentido. É a estupidez do ser(que se diz) humano em confronto com o seu ego.
E revi ‘Lola Montés’(Max Ophuls, 55) que assistira no longínquo ano de 1965(em cópia mutilada) no cine Nordeste e, portanto, dez anos após a sua realização. É a história de uma dançarina e cortesã do século XIX e seus romances escandalosos. Um melodrama histórico de uma beleza visual que encanta. Surge agora em DVD pela Versátil e com a montagem acronológica e ao feitio do cineasta, inclusive na exuberância de cores e cenários. E sem falarmos na beleza triunfante da Martine Carol.
Depois assisti a ‘Contra a Parede’, filme realizado em 2003 pelo alemão/turco Fatih Akin e de quem já vira em fevereiro o excelente ‘Do outro Lado’, de 2007.
No primeiro ele conta a história de um alcoólatra fracassado que deseja se matar e conhece (nesses percalços da vida) uma garota que pretende libertar-se da opressão da família. Casam-se e a trama segue seu rumo com muitas bebidas, traições e drogas. Acho que fica aquém do segundo, mas já demonstra a impetuosidade do cineasta em mostrar um mundo sombrio e mesclado de encontros e, sobretudo, desencontros.

Tags:


VI Mostra do Curta Nordestino

23 de Agosto de 2010


Terá início amanhã, terça-feira, 24 de agosto, a VI Mostra Curta Nordestino, no auditório do Sebrae (Natal), sessão única, às 18 horas, entrada franca.
Os três primeiros colocados, segundo escolha do Júri Oficial, receberão a seguinte premiação em dinheiro: 1º lugar, três mil reais; 2º lugar, dois mil reais e 3º lugar, hum mil reais.
O resultado será anunciado na próxima quinta-feira, 26 de agosto, e os prêmios entregues na Cerimônia Oficial da 20º edição do Festival de Cinema Vídeo e Televisão de Natal.
Foram selecionados os seguintes curtas: “E Eu Com Isso?”, direção de Carlos Tourinho; “Primeira Noite em Ski-Lanka”, direção de Daniel Rizzi; “Covinhas – Uma História de Fé”, direção de Catarina Doolan & Júlio Castro; “Dona Militana – A Romanceira dos Oiteiros”, direção de Hermes Leal; Feliciana e os Cabaços do Sertão”(foto), direção de J. Júnior; “Babaupatodos”, direção de Carlos Normando.
A Mostra do Curta Nordestino, segunda etapa da programação da 20ª edição do FestNatal 2010, tem o apoio cultural do Sebrae (Natal) e do Banco do Nordeste.

Tags: