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Esplendor e decadência

20 de Julho de 2010


A imprensa brasileira está de luto. O Jornal do Brasil vive o seu último suspiro. Uma morte anunciada desde que o JB mudou de formato e tornou visível a descaretização  visual do modelo secular. E, principalmente, desde o progressivo desfalque do elenco que incluía colunistas e colaboradores de primeira grandeza do jornalismo carioca.
O clímax do JB começou com a lenta agonia do mais influente dos jornais: o Correio da Manhã. Houve uma transferência de leitores, assinantes, anunciantes e prestígio. Passou o JB a ser o jornal da elite e das cabeças pensantes. Era – como tinha sido o Correio da Manhã – um formador de opiniões. Lido pelos políticos no Rio de Janeiro e em Brasília – e, também, nos demais Estados.
O Globo, então o seu maior rival, era mais popular, vendia e faturava mais. O Jornal do Brasil, porém, era mais influente. Também mais independente, sem, contudo, alcançar o lendário destemor do Correio da Manhã. O vírus da crise teria nascido no começo da década de 70, quando, numa decisão temerária, o JB construiu a monumental sede da Avenida Brasil – que por causa da inflação e da previsão financeira equivocada, exigiu empréstimo adicional em dólares.
A pirâmide funerária do JB, inaugurada em 1973, foi lacrada em 2001 – e encampada pelo Governo Federal. A dívida tornou-se impagável: 750 milhões. O líder da família do Conde Pereira Carneiro, Nascimento Brito, viu-se obrigado a passar o jornal para o empresário baiano Nelson Tanure. Na época, ano 2000, a circulação era de 85 mil exemplares.
Sob a administração do grupo de Nelson Tanure, sem tradição no ramo, o Jornal foi piorando e despencando na vendagem diária. Em 2006, o primeiro grande erro: a adoção do formato tablóide. A redução do preço não conservou os antigos nem conquistou novos leitores. Em 2008, novo e irrecuperável erro: a desfiliação do IVC (Instituto Verificador de Circulação). Além de afetar a credibilidade, cuja tiragem anunciada cairia na descrença, a medida provocou a suspensão das campanhas publicitárias.
A venda diária atingiu o fundo do poço este ano: 15 mil – segundo a estimativa mais otimista. E a dívida, consta nos bastidores da imprensa carioca, chegou à casa de 1 bilhão de reais! Com esse quadro, todas as tentativas de venda do JB fracassaram – e, entre os possíveis compradores, esteve a Igreja Universal do Reino de Deus. O bispo Macedo chegou a concordar em pagar 100 milhões de reais pelo título, mas, vivaldino como Tanure, condicionou a compra à comparação da circulação diária.
A agonia dos grandes jornais é lenta, mas, depois da morte, não existe o milagre da ressurreição. O que aconteceu com o Correio da Manhã, infelizmente, esta destinado a acontecer com o Jornal do Brasil, sepultando o fim de uma Era do jornalismo carioca. (Publicado em O Jornal de Hoje, no dia 17.07.2010).

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Desativamento Provisório do FestNatal

29 de Dezembro de 2009


A partir do dia 30/12, o escritório e o número de telefone do Festival de Cinema e Vídeo de Natal, estarão provisoriamente desativados. Endereço para correspondência: Rua Dom Joaquim de Almeida, nº 45, bloco “F”, aptº 104, bairro: Lagoa Nova. CEP: 59056-140 Natal/RN, aos cuidados de Valério Andrade.

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