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Lançamento

4 de Junho de 2010


O ex-prefeito Carlos Eduardo e pré-candidato ao governo do Estado, lançou, nesta terça-feira, um álbum ilustrado intitulado “Para uma Historia do Parque da Cidade”. Na noite de autógrafos, na Siciliano do Midway, muito concorrida, pôde atestar o grau de sua popularidade durante sua bem sucedida administração na Prefeitura do Natal.(Foto: Carlos Eduardo com o prefeito de Parnamirim, Maurício Marques)

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Jesuino Brilhante – O Cangaceiro Romântico

3 de Maio de 2010


Como nos heróis e vilões do Velho Oeste, é impossível no cangaço separar a lenda da verdade. A mitificação nascida na literatura de cordel seria ampliada e popularizada a nível nacional pelo cinema. Por limitações de produção e ausência de um elenco de apelo popular, a cinebiografia de Jesuino Brilhante (o único cangaceiro potiguar) lançada em 1972, não teve a repercussão fará do RN de outros títulos do gênero.
A reedição (Sebo Vermelho) da primeira edição de “Jesuino Brilhante – O Cangaceiro Romantico” deveria ou poderia dá margem a uma nova versão do primeiro longa metragem totalmente rodado no Rio Grande do Norte. De volta às livrarias depois de 40 anos de ausência, o livro do historiador Raimundo Nonato, nascido em Martins (RN), possui tudo o que um roteirista necessita para gerar uma grande aventura.
Conforme observa Raimundo Nonato, a figura do pistoleiro que mata por dinheiro difere substancialmente do cangaceiro: “Homens destemidos, orgulhosos de sua condição de guerrilheiro, quase nunca se prestava a empresa dessa ordem. Suas ações eram realizadas por conta própria. E delas não dava conta a ninguém”.
Na visão romantizada da tradição oral, Jesuino Brilhante é glorificado como o Robin Hood do Nordeste. Consta que uma condição impunha aos participantes do bando: “Quem entra para este grupo, não toca no alheio e aprende a respeitar a casa das famílias honestas”. Ante desse código de ética, diz Raimundo Nonato: “Para muitos, poderá parecer estranho que um homem do seu procedimento, possuísse sentimentos tão nobres. E foi por esse modo de agir que o seu nome adquiriu popularidade nos sertões e se tornou famoso entre sua gente”.
Mas a personalidade de Jesuino difere totalmente da imagem do Robin Hood inglês vivido por Errol Flynn: “A expressão do seu rosto não era de louco, nem de idiota: mas de santo ou de malvado”. (Rodolfo Teófilo).
Notável e meticuloso trabalho de pesquisa, o livro “Jesuino Brilhante” emoldura a trajetória do cangaceiro com documentos históricos e jurídicos, também abrindo espaço para o que foi escrito por outros historiadores, inclusive, Luis da Câmara Cascudo. (Valério Andrade).

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Memórias de Macaíba

9 de Abril de 2010


O jornalista (e hoje) escritor Osair Vasconcelos (foto), ex-diretor de redação da Tribuna do Norte e do Diário de Natal, lança hoje em Macaíba, no Pax Clube, às 19 horas, “A cidade que ninguém inventou”. Prefaciado por Ramón Vasconcelos, filho de Osair, é uma reconstituição literária das lembranças da infância e adolescência do Autor.
Com a palavra, Osair:
“Numa linha feliniana, não me preocupei em buscar versões contraditórias no propósito de encontrar a verdade mais verdadeira, absoluta e pura. Antes, pelo contrário, deixei-me me conduzir livremente pelas lembranças como elas estão em mim: misturadas, confundindo cores e horas, criando imagens talvez mais prodigiosas do que foram, escavando as emoções guardadas no fundo da alma e deixando-as chegar à tona da forma que melhor lhes aprouvesse”.

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Uma visão potiguar sobre Machado

25 de Março de 2010


Nesta crônica, “Nosso Machado de Assis”, Vicente Serejo reencontra as anatações de Câmara Cascudo sobre Eloy de Souza e Juvenal Lamartine, ambos residentes no Rio na época em que Machado trabalhava no Ministério da Aviação. Observa-se, na visão de Eloy de Souza, que Machado, o homem, não era idolatrado como o autor de D. Casmurro. É aquela história: a obra literária é maior do que o seu autor. (Valério Andrade).

Nosso Machado de Assis

Quando Rejane, minha mulher, preparava a segunda edição das “Memórias” de Eloy de Souza – lançada pelo Senado, gesto do senador Garibaldi Filho – a revisão para fixar o texto final exigiu várias leituras. E a lembrança sempre cobrava o que imaginava ter lido nas suas páginas e não encontrava. Onde estariam registrados, então, os encontros de Eloy de Souza e Juvenal Lamartine com Machado de Assis no Rio de Janeiro, início do século?
A pergunta envelheceu sem resposta, mas ficou ardendo num canto da memória. Outro dia, ao procurar a referência cascudiana sobre um autor universalmente consagrado de quem teria recebido uma carta, encontrei o registro no dia 19 de novembro, assinalado a lápis no exemplar de trabalho do seu “Na Ronda do Tempo”, o diário íntimo de 1969, entre vivências e recordações de seus setenta anos. Estava ali, viva, a notícia velha de um século.
Cascudo anota às parginas 171 e 172 que em 1897 Eloy residia no Rio, então capital, onde foi deputado federal aos 21 anos, ao lado de Juvenal Lamartine. Aliás, tudo nasce de um reencontro casual com velhas anatoções e o desejo de escrever a crônica “Lembranças de Machado de Assis”. Como ele mesmo anota, a partir das perguntas que fez a Eloy e Lamartine. Já Ferreira Chaves, seu padrinho de vela, morando no Rio, nunca viu Machado.
É Cascudo quem anota:
“Escrevo” ‘Lembranças de Machado de Assis’, utilizando notas velhas, agora reencontradas. Gente de outrora padecia perguntas minhas sobre figuras contemporâneas. Dom Casmurro era indispensável. Juvenal Lamartine fora deputado federal em 1906, e Eloy de Souza desde 1897, residindo na capital federal até 1930. Conhecera todo o elenco na constância do palco carioca, bastidores e camarins.
Freqüentando o Ministério da Aviação, empurrando interesses Norte-Rio-Grandense, encontra-se vezes inúmeras com o Conselheiro Ayres, cerimoniático, atento, glacial, diretor de contabilidade maquinal. Severino Vieira, Lauro Müller, Miguel Calmon, Ministros, eram amigos e companheiros na Câmara. Menos formais e mais acolhedores que o velho Joaquim Maria, impassível, polido, reservado, profissionalmente desconfiado e temeroso de vozes e rumores humanos. Nem com seus personagens era íntimo. Eloy não acreditava na timidez que seria técnica provocadora de afagos. Irrepreensível no traje, fiscalizava discretamente a indumentária circunjacente. Não ria. Tossia, disfarçando. Comedido, compassado, meticuloso. Anti-tropical. Anti-mulato. Anti-Morro do Livramento, de quem sempre procurou livrar-se. Uma vez, o ministro Severino arrotou. Machado abanou a cabeça numa reprovação incontida. Lamartine tivera a mesma impressão de retraimento deliberado, moléstia apregoada, frieza viva.
O senador Ferreira Chaves, meu padrinho de vela, morando no Rio de Janeiro desde 1900, nunca se avistou com Brás Cubas. Alberto de Oliveira também não acreditava na ‘humildade’ esquiva do Conselheiro Aires. Era muito seco! Pedro do Couto resumia – muito complicado”.
Eis o retrato que ficou nos olhos conterrâneos que um dia viram Machado de Assis. (Vicente Serejo – Cena Urbana – O Jornal de Hoje/ 18.03.2010).

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Prêmio Paulista

11 de Fevereiro de 2010


Aviso à comunidade literária potiguar. Estão abertas as inscrições para o Prêmio São Paulo de Literatura. É o maior (200 mil reais) do Brasil e é patrocinado pelo Governo José Serra. Serão dois prêmios no mesmo valor: o “melhor livro do ano” e o melhor de “autor estreante”.
Em 2009, o prêmio do melhor livro foi conferido a Galiléia, do cearense Ronaldo Correia de Brito, e o de estreante para A Parede no Escuro, do gaúcho Altair Martins.
***
Enquanto isso, na Fundação José Augusto, cidadela do petismo da deputada federal Fátima Bezerra, um Conselheiro (paulista) da Lei Câmara Cascudo vetou sumariamente a 20º edição do Festival de Cinema de Natal.

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CONVITE

30 de Dezembro de 2009


A escritora e acadêmica Anna Maria Cascudo Barreto & Família estão recebendo a sociedade cultural natalense para inauguração do Instituo Câmara Cascudo, hoje, às 18h, na Av. Câmara Cascudo, 377 – Cidade Alta-Natal/RN. Traje: esporte.

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CONVITE

28 de Dezembro de 2009


O Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo abre suas portas e convida você a conhecer a CASA CÂMARA CASCUDO. No dia do aniversário natalício do nosso patrono, a cidade do Natal ganha o mais lindo presente!
A inauguração será no dia 30 de dezembro de 2009, às 18h, na Av. Câmara Cascudo, 377, Cidade Alta – Natal. Traje esporte, confirma presença pelo fone:  (84) 3222-3293.

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Lançamento

12 de Novembro de 2009


Hoje, a partir das 18 horas, o professor Claudio Emerenciano está autografado Na Outra Margem, o Amanhã, na Livraria Siciliano do Midway. A renda será doada integralmente para o Grupo de Apoio à Criança com Câncer. O livro reúne 168 crônicas publicadas semanalmente (domingo) na Tribuna do Norte em 2006 e 2009.

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Machado e o Xadrez

12 de Novembro de 2009


Aficionado do jogo de xadrez, Machado de Assis, que tinha como parceiro habitual o maestro Artur Napoleão, fez a seguinte observação humorística sobre o chamado Jogo dos Reis
“O Xadrez, um jogo delicioso, por Deus! Imagem da anarquia, onde a rainha come o peão, o peão como o bispo, o bispo come o cavalo, o cavalo come a rainha, e todos comem a todos. Graciosa anarquia…”.

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Posse da Academia de Letras - RN

4 de Setembro de 2009


Será hoje, quinta-feira (dia 10), a posse do prof. Ivan Maciel de Andrade na Academia Norte-Riograndense de Letras, coroada com a saudação do colunista e acadêmico Vicente Serejo. Ivan Maciel faz jus ao tapete vermelho do templo das letras potiguar, presidido pelo incansável escritor e advogado Diógenes da Cunha Lima. Acontecimento cultural imperdível.

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